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Dr. Sinésio Torres Jr e a Saúde Pública em Caxias.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Em entrevista exclusiva  ao Jornalista Pedro Jr., o médico oftalmologista, Sinésio Torres, que também é professor da UEMA no curso de Medicina, e, Supervisor do Programa Mais Médico, faz um diagnóstico sobre a Saúde Pública no Município de Caxias.
PJ: Dr. Sinésio, na sua visão como médico, o que melhoramos e pioramos nessa década?

Dr. Sinésio - De uma forma resumida, pioramos com aumento da violência, o uso indiscriminado de drogas, degradação do meio ambiente. Acredito que o de melhor que tivemos foi o desenvolvimento tecnológico em todas as áreas, da educação e  da saúde.

PJ: Sua especialidade é oftalmologia, uma área importantíssima e que tem crescido a cada dia. Por quê?

Dr. Sinésio: A Oftalmologia está associada à tecnologia, portanto, tem desenvolvido muito associado a maior sobrevida da população. Precisávamos ter condições para oferecer melhores resultados, tanto na parte de diagnóstico como ao tratamento em si.


PJ: Na atual situação do Brasil, um dos grandes problemas é o da saúde, seguido por  segurança. Em relação à saúde o que fazer?

Dr. Sinésio - Nós temos grandes profissionais, temos o SUS que é muito bom no papel, mas não funciona na prática, falta principalmente uma carreira para os profissionais da área.

PJ: Hoje a oftalmologia tem tido grandes evoluções, explane algumas?

Dr. Sinésio - Nós temos evoluído em diagnóstico, com aparelhos mais precisos em doenças como Glaucoma, doenças da retina, utilização de robôs em cirurgia intraocular, há também colírios  em desenvolvimento para retinopatia diabética e para evitar cirurgia de catarata, pesquisa com células tronco em algumas patologias, implante intraocular de chips que podem melhorar a visão em algumas doenças.

PJ: De posse do seu alto conhecimento técnico na área médica, o glaucoma é o principal problema na saúde dos olhos?

Dr. Sinésio -  Não é o principal, mas é preocupante, pois a forma mais comum do glaucoma é assintomática em até 80% dos casos.

PJ: Como podemos amenizar esses problemas?

Dr. -  Deveríamos agir nos fatores de risco, como histórico familiar de glaucoma, fumantes, diabéticos e hipertensos, negros, míopes, idade acima de 40 anos.

PJ: Tem muita polêmica de como o médico de hoje atende, por que, falta mais humanidade?

Dr. Sinésio - Em todas as profissões, podemos encontrar de tudo, na saúde falta um plano de carreira, para que pudéssemos nos dedicar ao serviço, sem ter acumular vários empregos.


PJ: O senhor acha que programas como o mais médico ajudam a saúde pública nos dias de hoje?

Dr. Sinésio -  Não tenho dúvidas sobre o programa, a grande dificuldade é são gestores fazerem funcionar.

PJ: Quais os pontos positivos e negativos?

Dr. Sinésio  - O ponto mais relevante é a promoção da saúde com educação, e o negativo, é que precisa sair do papel.

PJ: Geralmente a saúde é o “calcanhar de Aquiles” dos gestores, tanto nas esferas municipal, estadual e federal, por quê?

Dr. Sinésio – Porque falta transparência e conhecimento na aplicação desses recursos.

PJ: O que precisa ser feito para melhorar essa convivência entre paciente, médico e setor público?

Dr. Sinésio - Nós precisamos eleger prioridades, deixar de fazer política com a saúde, por exemplo, nosso estado tem um dos maiores índices de mortalidade infantil, então devemos buscar o que está vulnerável.

PJ: Tem se denunciado muitos esquemas corruptivos envolvendo hospitais, médicos, e também setor público, causando prejuízo ao paciente, ao erário público, e ao médico sério. Que sugestão o senhor daria?

Dr. Sinésio – Acho que deveria haver uma fiscalização do judiciário, em relação a essas verbas publicas, e em contrapartida o município teria de apresentar melhores índices de saúde para receber recursos, como por exemplo, diminuir a mortalidade infantil e materna. Se o município melhorasse os índices, seria contemplado com mais recursos.

PJ: O senhor é um médico muito requisitado em várias cidades do Maranhão, e em outros estados. Em relação às políticas públicas, no entanto, em Caxias, há certa indiferença, em relação ao  senhor,   por quê?

Dr. Sinésio - Porque em nosso município não existe política pública, existe assistencialismo para fazer política.

PJ: O senhor acredita que nessa nova gestão municipal, Caxias tende a crescer em relação a área médica?

Dr. Sinésio - Em relação ao novo gestor, precisamos dar um tempo para organização do sistema, mas ele precisa de pessoas compromissadas e de conhecimento na área.

PJ: Em relação ao Brasil, em um contexto geral, há um cartel na área médica?

Dr. Sinésio - Sim, tem cartel no setor público e privado.


PJ: Como o senhor analisa hoje os cursos de medicina do Brasil e do nosso estado do Maranhão?

Dr. Sinésio - São válidos novos cursos, mas tem que haver uma maior estruturação. Em Caxias não tem hospital universitário, e já estão abrindo novos cursos no Maranhão, isso é uma incoerência.

PJ: Um pergunta que muitos fazem: porque a medicina do Piauí é referência e a do Maranhão, não?

Dr. Sinésio - No Piauí, houve profissionalização do setor há décadas. Já no Maranhão, passou-se muito tempo comprando ambulância, mas investimento setorial não houve, mesmo recebendo mais dinheiro que nossos vizinhos.

PJ: Para finalizar, defina Dr. Sinésio Júnior?

Dr. Sinésio - Uma pessoa simples, que gosta do que faz, e quando não estiver ajudando, não atrapalha.

Fonte: Marcos Monteiro

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